• youtube contoterapia
  • facebook contoterapia
  • instagram contoterapia
  • whattsup contoterapia
0

+44 0783 844 5266

Contoterapia by www.contoterapia.com.br

Anna Rossetto

CNPJ 30.004.429/0001-18

Terapia Com Contos | Contoterapia | CNV | Empatia | Storytelling

Contoterapia Brasil

Rua Pedro Ivo, 3095

Cascavel - PR - BR

Contoterapia Inglaterra

52, Moorhen Drive

Reading-UK

Febre depois do acampamento - Conto para Medos e Pesadelos

    Já percebeu como atividades sociais diferentes e fora da rotina, na natureza, podem deixar qualquer um entusiasmado? 


    Na semana passada teve um acampamento no colégio dos meus filhotes. Estavam absurdamente entusiasmados com a possibilidade de acampar por lá, já que é um colégio com bastante verde, casa na árvore, coelho, pomba e cachorro, horta e parquinho. Acordaram muito mais cedo do que normalmente acordam, conferiram suas mochilas, lanternas, colchonetes não sei quantas vezes e embora o encontro fosse à noite, pela manhã tudo estava anormalmente arrumado. 


    Eu fiquei feliz de ver a felicidade que a expectativa do que estava por vir estimulava neles. A noite foram contentes para o colégio novamente, encontraram quase todos os coleguinhas, tiveram várias atividades recreativas e no dia seguinte, quando fui buscá-los, pude ver claramente em seus rostinhos e no comportamento irritadiço de cansaço o quanto eles aproveitaram este momento.  


    E no dia seguinte... 


   Uma febrinha com uma leve coriza deu às caras lá em casa.  E não menos surpresa, começaram a pipocar mensagens no grupo de what´s app das mães do colégio relatando que muitos outros coleguinhas também estavam sentindo os efeitos deste evento.


    Como em uma das minhas formações tivemos a matéria da Germânica Heilkunde, eu já sabia que ali estava uma resolução de um conflito de contato e separação e possivelmente algum momento vivido onde a sensação de perda de proteção possa ter acontecido no colégio.  


     Como a percepção de mundo é inerente à cada ser humano, ou seja, o entendimento de um mesmo evento pode variar de pessoa para pessoa, aqui no texto vou falar mais genericamente sobre isso, e, para exemplificar, me dou a liberdade de imaginar que em algum momento, em alguma brincadeira, muito provavelmente à noite, nossos filhotes sentiram medo ou tiveram a sensação de estarem desprotegidos, e aquela leve febre com coriza, me indicava que já haviam resolvido essa percepção, esse sentimento, certamente na hora em que me viram sentindo-se acolhidos posteriormente em casa, e agora estavam em fase de cura. 


    Ter esse conhecimento me tranquilizou para conduzir a situação de forma a não ter que, necessariamente, recorrer a algum medicamento.  E assim foi, no dia seguinte, todo mundo estava bem. 


   Então, deixa eu compartilhar com você como acolhemos e damos espaço para esse momento de desconforto. Primeiro, buscamos entender que tipo de conflito a biologia dos nossos filhos esta nos mostrando através dessa "doença". Segundo, abrimos espaço para nos conectar com eles, e isso significa que não combinamos nada fora de casa, o tempo de qualidade com eles era prioridade. Terceiro, depois de um banho quente, nos abraçamos sem roupa alguma, pele com pele, por vários minutos, até que a temperatura do corpo deles se regulasse com a nossa e, por fim, naquela noite dormimos juntos, cada pai com um filho. 


Mas não foi só isso, eu contei uma história para eles, eu dei nome para os sentimentos, eu abri espaço para eles nos falarem seus medos e contextualizei com uma história pessoal minha, falei da minha vida, da minha experiência infantil, quando vivi algo parecido com o que eles haviam vivido, e pronto, sem medicação, no dia seguinte, todo mundo estava bem. 


Para contribuir para esse momento, deixo abaixo uma história de uma autora e professora de escola Waldorf,  mãe de três homens e hoje avó, que me inspira muito, a Susan Perrow,  que hoje vive na Austrália. Ela costumava contar esta história para seus filhos em momentos em que havia problemas para dormir ou pesadelos, para crianças de 4 à 8 anos.


Essa história ajudava a acalmá-los de volta ao sono. Usa-se o tema clássico  da cegonha que traz o bebê e proporciona imagens que ajudam a levar uma criança assustada de volta à "doce terra dos sonhos". Por trabalhar a questão do medo, ela pode ajudar os filhotes que se sentiram desprotegidos a se sentirem mais seguros e o fato de ouvir a voz do cuidador contando esta história e compartilhando este momento de conexão supre o possível conflito de contato e separação indesejado que acarreta nas febres, corizas, alergias de pele, etc.

conte a história abaixo para a sua criança a noite antes de dormir, quando já estiverem mais calmos e aptos para abrir as portas da imaginação, e assim, possam dormir com estas belas e amorosas imagens internas.

bjsss





O Jardim de Deus



    Você já se perguntou onde Deus mora? Tente imaginar a casa dele, não uma casa como a que você mora, mas em um lindo jardim que Deus chama de 'céu'. Aqui as plantas têm folhas de prata, prateadas como a luz do luar no escuro do mar, e suas pétalas de flro são de ouro, tão douradas como o sol. Há muitos jardins de flor no céu, cada um numa ilha diferente feita de nuvens brancas, com pontes de arco-íris estendendo suas cores brilhantes de uma ilha a aoutra. Há tantas coisas bonitas no jardim de Deus que seria impossível descrevê-las para você esta noite.


   Porém, há uma coisa que eu quero contar para você. Entre os jardins de plantas douradas e prateadas corre um pequeno riacho vívido, um riacho não de gotas de água como os rios e riachos de nosso mundo. Este riacho é cheio de milhares de pequeninas luzes de estrelas, pulando e se empurrando e se revirando juntas. O riacho tece o seu caminho até o jardim de Deus, depois de viajar pelos distantes cantos do céu noturno, coletando novas luzes de estrelas pelo caminho. Quando cehga ao centro do jardim, o jardim do céu, esse riacho transforma-se em uma grande cachoeira. Todas as pequenas luzes de estrelas terminam por cair num lago cheio de luz das estrelas faiscantes e que brilha como o sol - quase se fica cego com seu bilho radiante!


    Bem, como você pode imaginar, todas as pequenas luzes de estrelas que se reviram na cachoeira sentem-se muito entusiasmadas e privilegiadas por ser parte desse maravilhoso lago de luz. Elas se lembram das histórias que suas mães estrelas contam muitas vezes, sobre a grande jornada que elas tiveram que fazer para chegar a esse lugar muito importante, e sobre os grandes anjos brancos que circundam o lago com seu abraço amoroso. As pequenas luzes de estrelas podem vê-los agora - em todo lugar, à beira do lado de luz, com suas asas brancas brilhantes estendidas tocando umas nas outras, dispostas em magnífico esplendor. Você consegue imaginar essa bela visão?


    As luzes de estrelas não estão entusiasmadas apenas por estar aqui, mas com a nova jornada e tarefa que se apresentam a cada uma delas. Elas sabem que os pássaros, anjos brancos, são mensageiros especiais de Deus. Perto da beira do lago, os pássaros-anjos esperam pela notícia da terra distante de que um novo bebê, menino ou menina, está para nascer no mundo. Ao ouvir tais notícias, um dos pássaros-anjos voa até o lago de luz e escolhe uma pequena luz de estrela. Segurando-a em um berço de seda, ele então parte para além do jardim de Deus e através do céu noturno - voando numa longa viagem para descer à terra. 


    Essa luz de estrela é um presente do céu que Deus dá a cada crinaç nascida na terra. O pássaro-anjo, ao chegar ao mundo depois de sua longa viagem, vindo do jardim do céu, dá esse presente maravilhoso ao novo bebê. Ele coloca a luz de estreal dentro do coração do bebê e lá ela fica para sempre, quente e brilhante. Aqui está uma pequena prece para a luz de estrela dada a cada criança nascida.


"Estrelinha que de longe vem,

Guie meu caminho, seja minha companheira.

Estrelinha, quente e brilhante como a chama da vela

Na escuridão, seja luz que por mim zela."


Pergunto-me que pequena luz de estrela foi escolhidda para você quando você nasceu. 

Talvez Deus tenha dado a cada um de nós uma pequena luz de estrela de seu lago de luz no céu porque Ele quer compartilhar seu próprio jardim, sua própria casa com todos nós. Portanto, se você se pergunta onde Deus mora, sua casa nunca é muito longe: todos nós temos uma pequena parte dessa casa bem aqui dentro de nós, bem aqui na terra.

2 visualizações