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Anna Rossetto

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O Triângulo do Equilíbrio

Era uma vez e não era uma vez, uma linhagem de mulheres fortes, que sempre ajudavam quem necessitava, não importava quem buscasse ajuda, não importava em qual momento do dia, não importava qual era o tipo de situação a ser resolvida, as mulheres dessa linhagem sempre estavam dispostas e prontas para ajudar. 


Elas tinham um segredo que ninguém sabia qual era e que tinha relação com a força de vontade delas, pois sempre que colocavam sua atenção em algo ou alguém, aquela pessoa ou situação, mudava. Diziam que as mulheres mais velhas desta linhagem deixavam pegadas por onde passavam que demoravam para sumir. As vezes até diziam que as pegadas não desapareciam.


Safira certo dia estava atendendo uma velha senhora quando um pássaro surgiu do céu em um rasante até pousar no encosto da cadeira em que estava sentada. Era Lahla, sua águia amiga e companheira que ela havia resgatado ainda filhote sendo ela mesma apenas uma criança. Lahla era de uma espécie rara de águias que tinham as penas verdes com reflexos dourados e Safira nunca havia encontrado outra igual.


Elas haviam vivido muitas aventuras juntas e sempre que Safira ficava na dúvida sobre qual caminho tomar, Lahla lhe ajudava indicando do alto da sua sabedoria de águia, qual o melhor caminho a ser seguido. Quando Safira não ouvia os conselhos de Lahla frequentemente acabava se perdendo e entrava em caminhos confusos que tomavam muito do seu tempo para conseguir retornar.


Neste dia, a senhora que Safira atendia comentava com ela que havia descoberto algo muito curioso. No seu caminho para a cidade ela havia tropeçado em uma caixa com um triângulo desenhado na tampa e que quando ela abriu esta caixa havia um papel dentro com as seguintes palavras “Sua vontade dirige a atenção e a atenção muda a vibração” e que ela não havia entendido nada do que aquilo queria dizer e leu de novo “Sua vontade dirige a atenção e a atenção muda a vibração”, mas, continuou sem entender o aquilo realmente queria dizer. Então resolveu procurar ajuda na linhagem de mulheres fortes para poder saber o que aquilo significava. 


Quando Safira ouviu aquelas palavras ela teve uma grande surpresa. Aquelas eram palavras do segredo da sua família que assim como as outras mulheres, Safira guardava a sete chaves e somente poderiam ser ditas umas às outras, jamais escritas! Como então aquelas palavras haviam ido parar em um papel dentro de uma caixa com um triangulo desenhado? Tentou se recompor o melhor que pôde para que a velha senhora não percebesse sua agitação e pediu gentilmente para ficar com a caixa e mostrar para as outras mulheres da sua linhagem e descobrir o que aquilo significava. 


De posse da caixa em mãos, Safira rapidamente fechou toda sua cabana e pediu para Lahla convocar as outras mulheres da sua linhagem para uma reunião de emergência. 

Assim que todas chegaram, no terceiro dia, Safira mostrou a caixa e o que havia dentro. Foi uma algazarra só, todas falando ao mesmo tempo, espantadas e sem entender nada. Como aquilo havia acontecido? Estavam preocupadas e de certo modo curiosas pois sabiam que o segredo tinha duas partes e que naquela caixa havia a primeira parte do segredo. A segunda parte do segredo dizia que “para mudar algo desagradável você deve se concentrar na qualidade oposta daquilo” e todas se perguntaram então se haveria uma segunda caixa contendo o restante do segredo.  


Se as pessoas soubessem que para mudar uma situação era apenas se concentrar no oposto daquilo, elas não sabiam o que seria da linhagem de mulheres fortes, pois era justamente para isso que todas trabalhavam e ajudavam quem necessitava. Combinaram entre si de pensar sobre o que fazer e se encontrarem nos próximos dias novamente.


Quando voltou a ficar sozinha em sua cabana Safira viu que Lahla estava querendo lhe dizer algo. Então sentou e encostou sua cabeça na cabeça da águia, pois esse era o jeito que elas tinha de se comunicar mais rapidamente. Lahla mostrou para Safira que mudanças viriam e que a linhagem das mulheres fortes sempre existiria, pois mesmo que todos soubessem do segredo delas ainda assim precisariam de setas pelo caminho que indicassem a direção correta a ser seguida. 


Quanto mais Safira mantivesse seu coração equilibrado sendo sincera consigo mesma e com seus valores, mais ela e qualquer pessoa que procurasse por ela, conseguiria caminhar na vida sem se perder em lugares confusos. De repente a preocupação que Safira sentia sumiu e um grande alívio tomou conta do seu corpo. Ela pode então voltar a se concentrar nela mesma e continuar a fazer aquilo que havia nascido para fazer, ajudar os outros como sempre havia ajudado, talvez agora, de uma maneira um pouco diferente do que estava acostumada.   




Este conto foi criado para ajudar a fortalecer as decisões e a auto estima, buscando a sabedoria interna que vem do alto como recurso para escolhas internas mais assertivas. A pessoa para a qual este conto foi feito estava em transição de carreira com algumas crenças religiosas limitantes e com desejo de trabalhar com questões holísticas e de desenvolvimento humano, conseguindo em menos de meio ano trabalhar com aquilo que desejava de forma sábia, fazendo isso já a alguns anos.

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