Qual história você conta para si mesmo?

Atualizado: 16 de Ago de 2019

Não é de hoje que me pergunto se existe uma maneira de controlar minha vida? Você se faz essa pergunta também? Será que existe uma maneira de influenciar os resultados que experimento? Existe um momento crucial de escolha que me conduziu para o agora ou a vida é assim mesmo e não temos como controlar o que ela nos traz?


Eu sempre gostei de histórias, sou fascinada por como os livros, gibis, filmes e até músicas narram os eventos, onde os personagens estavam no começo da narrativa e como eles chegaram ao final da história. E quanto mais eu me aprofundo nisso mais eu percebo que as histórias movem as pessoas, mais as histórias me movem. 


Eu assimilava conceitos, lembrava de aprendizados, me inspirava em ações muito mais das histórias que vi e ouvi e cujas imagens estavam vivas dentro de mim, do que dos conselhos diretos que recebi para meus momentos de dificuldades. Em outras palavras, mais eu me dei conta de que não eram as frases "Anna, você precisa saber para quem dá ouvidos e sobre o que fala da sua vida..." e muito mais os trechos de histórias que inspiravam imagens vivas dentro de mim como quando "... e Chapeuzinho lembrou que sua mãe havia lhe dito para ir direto para a casa de sua avó, mas agora aqui na floresta, ela respondia todas as perguntas do lobo que neste momento, sabia exatamente para onde ia Chapeuzinho Vermelho e o que faria..." - o resultado para ambas situações pode ser muito parecido, não?


Mas além desta via de entrada de informação, que internamente virava conhecimento e experiência, a maneira como eu contava minha história para os outros, revelava e definia muito de como eu via a mim mesma. E de repente eu percebi que o mesmo se aplicava aos outros. Muito de como eles me contavam suas histórias revelava como se viam e essa maneira de se enxergar influenciava suas ações.


Ouvi de um parente próximo o quanto sua avó, numa época difícil de guerra, com 8 filhos para sustentar e sem saber para onde seu marido, pai de seus filhos, havia sido levado, inventava brincadeiras no café da manhã, sobre quem conseguia achar as frutas mais maduras nas árvores frutíferas perto da casa. A história era sobre a brincadeira, a competição saudável e o senso de colaboração coletiva da família que ela tentava ensinar para os filhos, mas, na verdade, mesmo, a história era sobre uma família que não tinha o que comer e para que seus filhos não sentissem essa miséria de forma tão pungente, essa mãe lhes contava sobre como podemos "brincar de achar o café da manhã".


Tenho um outro parente que conta as mais variadas desgraças, de como o pai era rude e agressivo, como a mãe era fraca e manipuladora, como os irmãos não eram unidos, como tudo foi tão difícil na infância. Nem preciso dizer que um parente é otimista e agradável de se estar perto e o outro é manipulador e vitimista, acabando por não conseguir estabelecer vínculos e conexões duradouras e significativas. 


Foi nesse momento que percebi que não temos como controlar o que acontece em nossas vidas, mas temos sim como controlar o que fazemos com isso. E é nas histórias e #contos que encontro um verdadeiro cardápio de opções de superação de aventuras, de superação de acontecimentos e dificuldades. O meu inconsciente sabe qual é a melhor alternativa, se a astúcia de Jõao e Maria, ou a humildade da Cinderela, ou a sabedoria de Vasilisa a Bela, ou a perseverança da heroína em A Leste do Sol e a Oeste da Lua.


Para contar minha história com entusiasmo, otimismo e superação eu preciso dar subsídios, recursos e exemplos para meu interior de forma que ele possa escolhar o que fazer com aquilo que eu não posso escolher. 

E é justamente em um mundo onde essa arte de contar histórias e o tempo de ouvir histórias anda escasso que mais precisamos compartilhar essas aventuras. 


E você, como conta a sua história, do que alimenta seu interior, como supera suas dificuldades e vive sua aventura? Como vítima da vida ou como protagonista da vida?


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Abraços,

Anna

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